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terça-feira, outubro 27

Dos direitos e deveres - Compartilhando uma angústia


Sabe o que dizem né?
"O meu direito acaba quando começa o seu"
Acho que é mais ou menos isso!

Depois desse fato que vou lhes relatar, ajuntando com discussões das últimas aulas que tive em Sobral, realmente começo a pensar quem foi que inventou essa história de direitos e deveres, quem os regula, como (não) o exercemos e de que forma somos afetados por isso.

Fico impressionada com a falta de sensibilidade, por que não dizer "simancol" de algumas pessoas!

Como posso eu tentar impor aos outros meus gostos, em plena viagem, com um desses mais potentes e inovadores celulares com mp3, sem sequer notar a presença e insatisfação alheias?

E pior, cantar acompanhando a música?

Seria ilário se não fosse trágico!

Pior que isso só se começasse a assobiar! - (Tem algo mais irritante?)

Começo a perceber que não sou a única a ser tomada por uma fúria enlouquecedora por ter que assistir a toda essa cena e ainda mais, participar dela.

Alguns companheiros de angústia se retorcem, tossem, olham de lado e a criatura parece não estar nesse mundo, talvez sido levada pela melodia das músicas que adora (e que por sinal também gosto).

Mas tudo tem um limite, e antes que eu pudesse expor minha indignação da forma mais adequada, do alto de toda minha delicadeza e sensibilidade (acreditem, eu consigo ser assim mesmo em ocasiões extremas!), começa a ser exibido o filme...

Ufa!!!

Pelo menos dessa vez ela entendeu que não dá pra lutar contra um filme!

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