Talvez não me faça compreender (ou mesmo eu não compreenda!)
Viver em sociedade e manter relações é complexo, difícil!
O que dizer então de um relacionamento amoroso?
Bem sabemos da natureza humana: fraca, imperfeita...
No início de um relacionamento tudo são flores (ao menos deveriam): promessas, sonhos, planos para o futuro, casa, filhos, casamento...
Podemos até ser um pouco precipitados. O que dizer? A paixão existe!
Daí prever se vai tornar-se amor é outra coisa...
Mas deixarei essa discussão para um segundo momento!
O foco aqui é outro!
Pois então, já faz um certo tempo que, para resolver um problema, digamos, de "logística", deixei de acreditar em fidelidade. E sempre deixei isso claro, apesar de que, na época, ainda ser uma mão de via única que me desfavorecia!
Por que tentar me enganar e ferir intencionalmente crendo que somos seres fiéis? Que isso acontecerá a todo custo?
É claro que não devemos buscar outra pessoa voluntariamente, por simples prazer, fora do nosso relacionamento atual... mas, e se acontecer? Pura e simples atração? Nada de envolvimento? Sexo somente? Ou somente um beijo?
"Meu mundo caiu..."
Agora, reflitam comigo:
(um exemplo para clarear a questão)
Estou num relacionamento onde a pessoa me jura amor eterno, diz eu ser a pessoa perfeita para dividir comigo o restante da vida e até (pasmem!) promete fidelidade! Mas não me consegue ser leal!
E isso existe? Sim, meus queridos! Sim!
Pois não teve (ou não conseguiu ter) a consideração de ser honesta o suficiente, de não me enganar e dizer coisas que sinceramente, até queriam que fossem verdades, mas não eram!
Aí pergunto: o que seria mais importante?
Fidelidade ou lealdade?
Fidelidade ou lealdade?
É certo que, após refletir muito durante esses dias, não seria nenhum absurdo rever meus conceitos (já que isso está se tornando habitual ultimamente) e prometer ser fiel (até por que estarmos em terra de "cabras-macho").
Ter que admitir que essa minha diferenciação entre os termos tem raízes numa tentativa de desapego emocional, de tentativa de controle, de pura fragilidade!
Mas essa cobrança tem raízes em quê? Não seria em uma sociedade machista, que apregoa que ao homem tudo é permitido? Ou seria no princípio da não maleficência? Ou mesmo na Obra Divina para o homem e a mulher?
Continuarei divagando sobre essas questões!
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